quinta-feira, 29 de outubro de 2020

HALLOWEEN

Quando era garota, na noite de 29 para 30 de outubro, por volta das 10 horas da noite, ia à janela espreitar para a casa em ruínas que fica na rua da Pereira e via uma abóbora tenebrosa com uma vela dentro.

Parecia que as pedras ganhavam vida, na noite escura, cheia de sombras e a abóbora sorridente, mistura de carinhosa e horrenda, alimentava o meu imaginário infantil de bruxas, sapos, corujas e duendes. .

Era a única abóbora iluminada desta aldeia e era colocada ali, para as crianças da minha rua.

Por quem? Ninguém sabia.

Suspeitávamos de um senhor, que adorava fazer surpresas às crianças, o Sr Manuel Nascimento (pai de Ricardo e Osvaldo).

Só mais tarde entendi o seu significado, já que o Halloween não faz parte da nossa cultura, porém, o Sr Manuel, homem viajado, conhecia.

Aqui fica o registo de uma boa memória.

quarta-feira, 28 de outubro de 2020

CAPELA DE STA MARIA DE MADALENA

 


Fotografia aérea - Américo Correia

CHAFARIZ

Imagem de Américo Correia
 

sábado, 24 de outubro de 2020

quinta-feira, 22 de outubro de 2020

sábado, 3 de outubro de 2020

Festa de Justes, anos 20


 

Recorte de um jornal brasileiro de 1942


 

ALMUDE

O almude é uma unidade de medida de capacidade para líquidos, especialmente para o vinho e o azeite que está em vias de extinção. A sua origem é árabe - al-mudd – sendo medida de capacidade para grãos, no entanto o seu significado evoluiu para medida de líquidos, nas regiões ibéricas sob o domínio dos árabes.

O seu valor de medida variou conforme a época e a região, pois não existia um sistema métrico oficial. Durante a ocupação árabe (711 – 1492) um almude media um valor aproximado a 0,7l; no Condado Portucalense (1) o almude equivalia a cerca de 6,7l e na fundação da nacionalidade (1143) foi ampliado para 8,7l. Houve mais acertos ao longo da nossa história com D. Pedro e D. Manuel I.

Na época moderna o valor do almude equivale a 16,8litros.

O almude é utilizado em Justes até ao final do século XX. O recipiente é leve, feito em chapa metálica e tem a forma de cântaro – simétrico e com uma asa. A sua construção é realizada por um funileiro através de 5 peças - peça circular (base), 2 peças que são secções da coroa circular (corpo), 1 peça rectangular com lado quinado (2) (remate) e 1 peça rectangular estreita quinada nos lados maiores (asa) - moldadas a frio e soldadas de forma a que a vasilha não verta os líquidos.

(1) O Condado Portucalense era uma parcela de terra que ia do rio Minho ao rio Douro.

(2) Lado com remate dobrado em U por questões de segurança/protecção do utilizador.