domingo, 7 de maio de 2017

O FATO QUE NUNCA VESTIMOS



Anabela Quelhas tem o prazer de convidar V. Exa para o lançamento do seu livro "O fato que nunca vestimos".
Anabela Quelhas, arquitecta e professora, aventura-se nos caminhos da escrita e brevemente apresentará o seu primeiro livro como escritora. Será um caminho novo entre vários que gosta de percorrer em simultâneo, arriscando criticas e comentários em contramão. O seu território são as artes plásticas, porém a sedução pelas palavras levam-na a ser ousada e criar uma trilogia autobiográfica de ensaios de escrita, da qual a primeira parte “O FATO QUE NUNCA VESTIMOS” será brevemente partilhada com a comunidade vila-realense, a 11 de Maio de 2017, no Centro Cultural Regional de Vila Real e com a comunidade angolana, no dia 20 de Maio de 2017 na Casa de Angola em Lisboa.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

PROFISSÕES /OCUPAÇÔES (últimos 100 anos)

Há pessoas com sensibilidade e bom ouvido, capaz de reproduzir música em diversos instrumentos musicais. A maioria não realizou qualquer aprendizagem académica.
Jacinto Quelhas - violão e gaita de beiços;
Basílio Torres - bandolim;
Alberto Correia - bandolim;
Marieta Correia - bandolim;
César Torres - violino (com formação musical);
Peniche - clarinete;
Alfredo Palheiros  - concertina;;
Celina Rodrigues - acordeão (com formação musical)
Mª Ermelinda Quelhas - acordeão (com formação musical)
Dulce Monteiro - órgão;
Otília Silva - órgão;
Ana Isabel Garfejo - órgão;
Alcindo Garfejo  - ?
Rafael - órgão
Hugo Quelhas Palheiros - flauta transversal e guitarra (com formação)


sábado, 4 de fevereiro de 2017

PROFISSÕES/OCUPAÇÕES (nos últimos 100 anos)

AÇOUGUEIROS - talhantes de carne, que abatem os animais, separam as partes e as prepara para ser vendida e consumida. São conhecedores empiricos da anatomia da vaca e têm bo constituição física.
Augusto Soares
Antoninho Pinto


O consumo da carne de porco exigia um outro grupo de trabalho que se entregava à matança de porco e esquartejamento.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

SIGA A MALTA

Letra de música popular, cantada com frequência sempre que a oportunidade surgia: as festas, as romarias, a desfolhada, a malhada, a vindima ou o final de um dia de jornada no campo.

Siga a malta, siga a malta.
Siga a malta pra diante
Venha lá o que vier
Daqui não arreda a gente.
Daqui não arreada a gente,
Daqui não arreda não
Venha lá o que vier,
Amor do meu coração.

Eu não ando habituada
A dar apertos de mão,
Venha lá o que vier,
Amor do meu coração.

Não havendo um registo audio, remeto para uma versão de Galandum Galundaina - SÓ TEM UMA COISA EM COMUM, O TÍTULO.

http://www.sinfonias.org/videoclips/player/22/2220

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Oh Laurindinha

Oh Laurindinha,
Vem à janela
É o teu amor,
que vai pra guerra,
Ele vai pra guerra
Deixá-lo ir
Ele é rapaz novo
Ai, ai, ai
Ele torna vir
Ai, ai, ai
Ele torna vir,
Ai, ai, ai
Virá ou não.

Letra de música tanta vez cantada pelas jovens dos pós guerras.
Normalmente diziam:
Vamos cantar uma moda? e lá saía a Laurindinha, como se estivessem a cantar o Oremos Deus, na igreja - umas vozes afinadas e outras esganiçadas.
Resta a saudade de duas gerações quase desaparecidas.



quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

PROFISSÕES /OCUPAÇÔES (últimos 100 anos)

Altifalantes - a tecnologia que permitia ampliar o som e reproduzi-lo em sítios variados, era quase um acto de magia que encantava e divertia a população, desde a década de 50.
Era necessário ter algum dinheiro para investir nos materiais, mas era necessário também fazer locução e saber improvisar.
Corriam as festas nas redondezas da aldeia distribuindo alegria e divertimento.
Em Justes registam-se:
Idílio Conde 
António Leirós
Licínio Ribeiro
Dentro da própria aldeia iniciou-se com uma rivalidade entre "Os de cima" e "Os de baixo", cada grupo representado por um empresário do altifalante, os primeiros com António Leirós conhecido pela sua profissão de sapateiro e os segundos com Idílio Conde (taxista).

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

CANTIGAS DOS REIS

Faz favor de dar os reis
Faz favor de se aviar
Está o sincelo a cair
Não podemos aqui estar.

Quem diremos nós que viva
Debaixo desta ramada
Viva a menina Maria
Que é uma estrela dourada,

Quem diremos nós que viva
Debaixo da salsa crua
Viva o sr Manuel
Que é o dono (ou o galo) desta rua.

Música popular adequada ao dia de reis, 6 de janeiro, Antigamente nesse dia/noite, crianças e adultos cantavam junto da porta das casas, por vezes evocando na letra o nome do morador (a). Em pleno inverno a referência ao sincelo fazia todo o sentido. Recebiam em troca, amêndoas, nozes, figos secos, passas, etc